ESTUDO DE CASO ACERCA DA DESTINAÇÃO DO LIXO DOMÉSTICO E CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL EM RESTINGA SÊCA - RS

Simara Saquet Schio

Resumo


O lixo é um dos problemas ambientais que ameaçam a vida no planeta Terra, pois além de poluir o solo, a água e o ar, também atrai animais que veiculam inúmeras doenças. Sua adequada destinação torna-se cada dia mais importante, pois o acondicionamento feito de forma incorreta pode ocasionar prejuízos ao meio ambiente e a população em geral. A problemática ambiental vem sendo considerada cada vez mais urgente e importante para a sociedade. Nessa perspectiva, o presente trabalho tem como objetivo inferir sobre o grau de comprometimento ambiental de famílias rurais e urbanas ligadas à Escola Estadual de Ensino Médio Érico Veríssimo, Restinga Seca (RS). Neste estudo, aliamos a pesquisa bibliográfica à pesquisa de campo com vistas a, em um primeiro momento, fazer o levantamento de subsídios teóricos acerca da temática abordada para que estes sirvam de base ao segundo momento, que será a pesquisa de campo, a qual foi aplicado um questionário semiestruturado abrangendo questões ambientais, em especial a destinação do lixo doméstico, a serem respondidos por alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio da referida escola. Os questionários foram avaliados e comparados de acordo com a procedência dos alunos (zona rural ou urbana), quali e quantitativamente. Os resultados demonstram que tanto as famílias oriundas do meio rural quanto do meio urbano, tem ciência, em tese, da correlação entre o tratamento inadequado do lixo doméstico e o dano ambiental. Contudo, a prática parece não confirmar essa premissa. As famílias, independente da região de origem, desconhecem ou não valorizam cuidados mínimos como o descarte adequado de óleo de cozinha ou o uso de produtos que gerem pouco lixo.

 


Texto completo:

PDF

Referências


ALARCÃO, I. Escola reflexiva e nova racionalidade. Porto Alegre: Artmed, 2001, 82p.

BONACHELA, D. P.; MARTA, T. N. Educação Ambiental: um importante papel da família. Revista de Direito Público, Londrina, v. 5, n. 3, p. 236-253, dez. 2010.

BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Agenda 21: Ações Prioritárias. 2 ed. Brasília: MMA, 2004.

______. Ministério do Meio Ambiente. Manual de Educação para o consumo sustentável. Brasília:

MMA, 2005.

______, Ministério do Meio Ambiente. Os diferentes matizes da Educação Ambiental no Brasil

– 2007. Brasília: MMA, 2008.

______. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases para a Educação (LDB), Lei n° 9.394/96. Brasília, 1999. Disponível em: https://www.mec.gov.br/> Acesso em 12 de Agosto de 2015.

______. Ministério de Meio Ambiente. Política Nacional de Educação Ambiental. Brasília, 1999. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm. Acesso: 10 de agosto de 2013.

BRITO, H. O. E.; CASTRO, C. Educação ambiental e desenvolvimento sustentável. Natal: Davinci UFRN, 2003.

CALDART, R.. A escola do campo em movimento. Currículo Sem Fronteiras, v. 3, n. 1, p. 60-81, jan./jun. 2003.

COSTA, F. A. M.. Educomunicação socioambiental: comunicação popular e educação. Brasília: MMA, 2008.

CURRIE, K. Meio Ambiente: Interdisciplinaridade na prática. Campinas-SP, Papirus, 2000.

DIAS, G. F. Educação Ambiental: Princípios e Práticas. 3ª ed. São Paulo: Gaia, 1992.

FERRARI, A. H.; ZANCUL, M. C. S. Educação ambiental: do projeto político-pedagógico à sala de aula. Educação em Revista, Marília, v.9, n.1, p.19-34, jan.-jun. 2008.

FURTADO, E. D. P. O estado da arte da educação rural no Brasil. Fortaleza: FAO/UNESCO, 2004.

GUIMARÃES, M. A dimensão Ambiental na educação. Campinas-SP: Papirus, 2005.

GRÜN, M. O conceito de holismo em ética ambiental e em educação ambiental. In: SATO, M.; CARVALHO, I. C. M. Educação ambiental: pesquisa e desafios. Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 45-50.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Disponível em: http://ibge.gov.br.

FTKALOUSTIAN, S. M. (org.). Família brasileira, a base de tudo. Brasília: UNICEF, 1988.

KINDEL, E. A. I.; SILVA, F. W. S.; SAMMARCO, Y. M. Educação Ambiental: Vários Olhares e Várias Práticas. 2ª ed. Curitiba, PR. Mediação, 2006.

LIMA, E. Educação ambiental e espaço urbano: uma reflexão sobre natureza-sociedade. Universidade da Paraíba, 2009.

MARCATTO, C. Educação ambiental: conceitos e princípios. Belo Horizonte: FEAM, 2002.

MEDINA, N. M. Formação de multiplicadores para a Educação Ambiental. In: PEDRINI, A. G. (org.). O contrato social da ciência. Petrópolis: Vozes, 2000. p.69 -90.

MORADILLO, E. F.; OKI, M. C. M. Educação Ambiental na Universidade: Construindo possibilidades. Química Nova, v. 27, n. 2, p. 332-336, 2004.

NASS, D. P. O Conceito de poluição. Revista Eletrônica de Ciências – n. 13, Novembro de 2002. Disponível em: http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_13/poluicao.html. Acesso: 09 de agosto de 2013.

PÁDUA, S.; TABANEZ, M. (orgs.). Educação ambiental: caminhos trilhados no Brasil. São Paulo: Ipê, 1998.

PIGNATTI, M. G. Saúde e Ambiente: As doenças emergentes no Brasil. Revista Ambiente & Sociedade – vol. VII nº.1 jan – jun, 2004.

REIGOTA, M. Desafios à educação ambiental escolar. In: JACOBI, P. et al. (orgs.). Educação, meio ambiente e cidadania: reflexões e experiências. São Paulo: SMA, 1998. p.43-50.

RIBES, E. L. Escola e meio ambiente - um intercâmbio produtivo. In: LAMPERT, E. Educação Brasileira: desafios e perspectivas para o século XXI. Porto Alegre: Sulina, 2000, p. 75-87.

SANTOS, B. S. Para uma revolução democrática da Justiça. São Paulo: Cortez, 2007.

SATO, M. Educação Ambiental. São Carlos: Rima, 2004.

SCARLATO, Francisco Capuano.; PONTIN, Joel Arnaldo. Do nicho ao lixo: ambiente, sociedade e educação. São Paulo: ATUAL, 1992.

SOARES, N. B. Educação ambiental no meio rural: estudo das práticas ambientais da Escola Dario Vitorino Chagas – comunidade rural do Umbu - Cacequi/RS. Monografia de Especialização, Universidade Federal De Santa Maria, Santa Maria, RS, 2007, 89p.

TRISTÃO, M. A educação ambiental na formação de professores: rede de saberes. 2 ed. São Paulo: Annablume; Vitória: Facitec, 2008, 236p.

VIOLA, E. O movimento ecológico no Brasil (1974-1986):do ambientalismo à ecopolítica. In: Ecologia e política no Brasil. PADUA, J. A. (org). Ecologia & política no Brasil. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo: IUPERJ, 1987, 211p.

ZAKRZEVSKI, S. B. A educação ambiental nas escolas do campo. In: BRASÍLIA, Ministério da Educação, Coordenação Geral de Educação Ambiental: Ministério do Meio Ambiente, Departamento de Educação Ambiental: UNESCO. Vamos cuidar do Brasil: conceitos e práticas em educação ambiental na escola, 2007. 248 p.

ZEPPONE, R. Educação Ambiental: Teorias e Práticas Escolares. 1ª ed. São Paulo: JM, 1999.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2016 Boletim Geográfico do Rio Grande do Sul



| Boletim Geográfico do Rio Grande do Sul | ISSN 2446-7251 |